O cenário de segurança cibernética desta semana reuniu diferentes sinais de alerta para organizações brasileiras e internacionais. Um levantamento apontou que empresas no Brasil enfrentaram, em média, mais de quatro mil tentativas de ataques por semana. Ao mesmo tempo, pesquisadores identificaram exploração de vulnerabilidades críticas em plataformas corporativas e soluções de segurança amplamente utilizadas.

Em outro movimento relevante, a inteligência artificial continua ampliando sua participação tanto na identificação de falhas quanto na criação de novos desafios para equipes de defesa. A Microsoft informou que o uso de sistemas automatizados deverá resultar em um número maior de correções nas atualizações mensais do Windows.

Embora os acontecimentos envolvam tecnologias e contextos distintos, todos reforçam a mesma necessidade: reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a adoção das medidas necessárias para controlá-lo.

Brasil registra mais de quatro mil tentativas de ataques semanais por organização

O número de ataques cibernéticos direcionados a organizações brasileiras apresentou crescimento significativo em junho de 2026.

Segundo levantamento mensal da Check Point Research, cada organização no país enfrentou uma média de 4.001 tentativas de ataques por semana em suas redes. O volume representa um crescimento de 44% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O resultado colocou o Brasil acima da média global, que chegou a 2.270 tentativas semanais por organização. Mundialmente, o indicador representou aumento de 10% em relação ao mês anterior e de 17% na comparação anual.

É importante destacar que esses números representam tentativas detectadas, incluindo varreduras automatizadas, exploração de vulnerabilidades, distribuição de malware e outras atividades maliciosas. Isso não significa que todas as tentativas tenham resultado em comprometimentos bem-sucedidos.

Ainda assim, o crescimento demonstra que as organizações estão sendo constantemente avaliadas por ferramentas automatizadas e grupos criminosos em busca de sistemas vulneráveis, credenciais expostas ou configurações inadequadas.

Setor público continua entre os principais alvos

No Brasil, o setor governamental permaneceu como o mais atacado durante o período analisado.

Na sequência aparecem os segmentos de:

    • Bens e serviços de consumo;
    • Energia;
    • Serviços públicos;
    • Infraestruturas essenciais.

A concentração de ataques contra o setor público pode estar relacionada à grande quantidade de sistemas expostos, à existência de ambientes antigos e à relevância dos dados administrados por órgãos governamentais.

Já os setores de energia e serviços públicos representam alvos estratégicos por sua importância para a continuidade das atividades econômicas e sociais. Um incidente nesses ambientes pode causar impactos que ultrapassam a área de tecnologia, afetando operações, fornecedores, clientes e a população.

Segundo a análise da Check Point Research, o crescimento observado indica que os criminosos ampliaram a quantidade de organizações visadas, em vez de concentrar seus esforços apenas em campanhas altamente direcionadas.

Essa estratégia é favorecida pelo uso de automação. Ferramentas maliciosas podem varrer grandes intervalos de endereços IP, identificar serviços expostos e iniciar tentativas de exploração sem depender de intervenção humana constante.

América Latina permanece como região mais atacada

O relatório também classificou a América Latina como a região que recebeu o maior volume médio de ataques.

As organizações latino-americanas enfrentaram uma média de 3.501 tentativas semanais, representando crescimento de 27% em relação ao ano anterior.

Outras regiões também apresentaram índices elevados:


    • Ásia-Pacífico: 3.060 ataques semanais;
    • África: 3.008 ataques semanais;
    • Europa: crescimento anual de 22%;
    • América do Norte: crescimento anual de 14%.
 

O aumento simultâneo em diferentes continentes demonstra que a intensificação das atividades criminosas não está limitada a uma única região.

Grupos de ransomware, operadores de malware, campanhas de espionagem e redes de dispositivos comprometidos continuam expandindo suas operações e procurando organizações que apresentem menor capacidade de prevenção e resposta.

Educação lidera entre os setores mais atacados globalmente

No cenário internacional, o setor de educação permaneceu como o principal alvo.

Instituições de ensino enfrentaram uma média de 4.816 tentativas semanais por organização, crescimento de 16% em relação a junho de 2025.

Escolas, universidades e centros de pesquisa costumam administrar redes abertas, grande quantidade de dispositivos pessoais e diferentes perfis de usuários. Esses ambientes também podem apresentar limitações orçamentárias e sistemas acadêmicos antigos.

Na sequência aparecem:

    • Governo: 2.836 ataques semanais;
    • Telecomunicações: 2.835 ataques semanais.
 

Esses segmentos concentram dados sensíveis e prestam serviços essenciais, tornando-se alvos relevantes para operações de extorsão, espionagem e interrupção de serviços.

Uso corporativo de inteligência artificial cria novos riscos

Além do crescimento dos ataques, o levantamento chamou atenção para o compartilhamento de informações sensíveis em plataformas de inteligência artificial generativa.

Segundo a pesquisa, um em cada 26 prompts enviados a ferramentas de IA a partir de redes corporativas apresentou alto risco de exposição de dados.

Isso correspondeu a aproximadamente 3,9% das interações analisadas.

O estudo também apontou que:

    • 85% das organizações que utilizavam IA generativa registraram pelo menos um prompt considerado de alto risco;
    • 27% dos prompts continham algum tipo de informação sensível;
    • Cada empresa utilizou, em média, sete ferramentas diferentes de IA generativa;
    • Cada usuário produziu aproximadamente 78 prompts durante o mês.
 

Entre as informações identificadas estavam:

    • Dados pessoais de clientes;
    • Informações sobre redes e infraestrutura;
    • Documentos jurídicos;
    • Informações regulatórias;
    • Dados financeiros;
    • Informações de recursos humanos;
    • Dados relacionados a processos internos.
 

O principal risco não está necessariamente em uma vulnerabilidade da inteligência artificial, mas na forma como os usuários interagem com essas plataformas.

Funcionários podem inserir documentos completos, códigos-fonte, dados pessoais, contratos ou informações técnicas em ferramentas públicas sem avaliar previamente os termos de uso e os mecanismos de retenção de dados.

Empresas precisam criar regras claras para o uso de IA

A popularização das ferramentas de inteligência artificial torna insuficiente uma abordagem baseada apenas na proibição.

Caso a empresa simplesmente bloqueie ferramentas conhecidas, os usuários podem recorrer a serviços alternativos sem qualquer avaliação de segurança.

Uma estratégia mais madura deve incluir:

    • Política corporativa para o uso de inteligência artificial;
    • Definição das ferramentas autorizadas;
    • Classificação das informações que não podem ser compartilhadas;
    • Orientações específicas para dados pessoais e confidenciais;
    • Treinamento dos colaboradores;
    • Monitoramento de acessos;
    • Avaliação jurídica e de privacidade;
    • Processos para aprovação de novos serviços;
    • Utilização de versões empresariais com controles de proteção;
    • Registro dos casos de uso adotados pelas áreas internas.
 

A inteligência artificial pode aumentar a produtividade, mas precisa ser incorporada à governança de dados e aos processos de segurança da organização.

Vulnerabilidade crítica em plataforma corporativa é explorada

Pesquisadores de segurança relataram a exploração ativa de uma vulnerabilidade crítica na ServiceNow AI Platform, utilizada por grandes organizações para automatização de processos, gerenciamento de serviços e operações de tecnologia.

A falha foi registrada como CVE-2026-6875 e permite, em determinadas condições, a execução remota de código sem autenticação.

Esse tipo de vulnerabilidade é considerado grave porque pode permitir que um invasor envie comandos ao sistema sem possuir previamente uma conta válida.

A falha está relacionada à possibilidade de escapar do ambiente de isolamento da aplicação, conhecido como sandbox.

A sandbox deveria impedir que funções executadas pela plataforma alcançassem áreas protegidas do sistema. Ao contornar esse isolamento, um atacante poderia interagir com recursos que normalmente não estariam acessíveis.

Ataques foram identificados após a liberação das correções

A vulnerabilidade foi reportada de forma responsável à ServiceNow em 1º de abril de 2026.

Posteriormente, pesquisadores da empresa de inteligência de ameaças Defused informaram ter identificado tentativas reais de exploração da CVE-2026-6875.

Os invasores estariam utilizando o endpoint:

   /assessment_thanks.do

Segundo os pesquisadores, a técnica observada nos ataques apresentava diferenças em relação à prova de conceito divulgada publicamente.

Isso indica que os atacantes não estão apenas copiando códigos disponíveis, mas adaptando os métodos de exploração para encontrar novas formas de comprometer sistemas vulneráveis.

A ServiceNow informou que corrigiu a vulnerabilidade em suas instâncias hospedadas ainda em abril.

Para clientes que mantêm ambientes próprios, as atualizações foram disponibilizadas em 13 de julho de 2026.

A empresa declarou que, até o momento de seu comunicado, não havia encontrado evidências de exploração contra os ambientes hospedados por ela. Ainda assim, recomendou que todos os clientes aplicassem as correções disponíveis.

Instâncias auto-hospedadas exigem atenção especial

O risco é especialmente relevante para organizações que operam instâncias auto-hospedadas.

Nesse modelo, a empresa cliente assume maior responsabilidade sobre:


    • Aplicação das atualizações;
    • Configuração da plataforma;
    • Monitoramento dos logs;
    • Proteção da infraestrutura;
    • Gestão de acessos;
    • Resposta a incidentes.
 

Administradores devem confirmar imediatamente se a correção da CVE-2026-6875 foi aplicada.

Também é recomendável analisar registros de acesso ao endpoint mencionado, procurando requisições incomuns, erros inesperados ou execuções de código que não estejam relacionadas às atividades normais da plataforma.

A ausência de um alerta não deve ser interpretada como ausência de risco. Caso os logs não estejam habilitados ou não possuam retenção adequada, a organização pode não ter informações suficientes para identificar tentativas anteriores.

Falhas críticas também afetam solução de segurança

A CISA, agência norte-americana de segurança cibernética e infraestrutura, incluiu duas vulnerabilidades do FortiSandbox em seu catálogo de falhas conhecidas e exploradas.

O FortiSandbox é uma solução da Fortinet utilizada para analisar arquivos suspeitos e identificar ameaças antes que alcancem outros sistemas da rede.

As vulnerabilidades foram registradas como:

    • CVE-2026-39808;
    • CVE-2026-25089.
 

Segundo as informações divulgadas, ambas permitem que invasores não autenticados executem comandos remotamente por meio de falhas de injeção de comandos no sistema operacional.

Uma vulnerabilidade de OS Command Injection ocorre quando uma aplicação utiliza dados fornecidos externamente em comandos do sistema sem realizar validações adequadas.

Caso a exploração seja bem-sucedida, o atacante pode conseguir executar instruções no servidor subjacente.

Características aumentam a urgência da correção

As duas vulnerabilidades apresentam fatores que elevam o risco:


    • Não exigem autenticação prévia;
    • Não dependem de interação do usuário;
    • Podem ser exploradas com baixa complexidade;
    • Afetam uma solução posicionada em áreas sensíveis da rede;
    • Já foram associadas a atividades observadas em ambientes reais.
 

As correções foram disponibilizadas pela Fortinet em datas diferentes, em abril e junho de 2026.

Posteriormente, pesquisadores relataram tentativas de exploração. A CISA então confirmou a inclusão das vulnerabilidades no catálogo Known Exploited Vulnerabilities, conhecido como KEV.

A presença de uma vulnerabilidade no KEV indica que existem evidências suficientes de uso em ataques reais e que sua correção deve receber prioridade elevada.

Embora os prazos estabelecidos pela CISA sejam obrigatórios para determinados órgãos federais norte-americanos, organizações privadas também podem utilizar o catálogo como referência para priorização.

Soluções de segurança também precisam ser protegidas

Produtos de segurança costumam receber acesso privilegiado aos ambientes corporativos.

Firewalls, sistemas de sandbox, plataformas de monitoramento e ferramentas de gerenciamento podem possuir:


    • Acesso a diferentes segmentos;
    • Visibilidade sobre arquivos e comunicações;
    • Credenciais administrativas;
    • Integrações com diretórios;
    • Permissões para executar ações de contenção;
    • Dados técnicos sobre toda a infraestrutura.
 

Quando um desses produtos é comprometido, o invasor pode utilizar a própria solução de segurança como ponto de entrada ou como forma de ampliar seu acesso.

Por esse motivo, ferramentas de proteção não devem ser consideradas automaticamente seguras apenas por sua função.

Elas também precisam ser incluídas no inventário de ativos, no gerenciamento de vulnerabilidades e nos processos periódicos de atualização.

Microsoft utiliza IA para encontrar falhas no Windows

Enquanto vulnerabilidades críticas continuam sendo exploradas em diferentes produtos, a Microsoft anunciou que está ampliando o uso de inteligência artificial para encontrar falhas no Windows.

Segundo a empresa, os usuários devem esperar um aumento na quantidade de correções distribuídas nos próximos ciclos de atualização.

Esse crescimento não significa necessariamente que o sistema se tornou menos seguro. A explicação apresentada pela Microsoft é que novas ferramentas estão permitindo identificar mais falhas antes que sejam exploradas por criminosos.

A empresa está utilizando uma plataforma chamada MDASH, sigla para Microsoft Security’s Multi-model Agentic Scanning Harness.

O sistema combina diferentes agentes e modelos de inteligência artificial para analisar componentes do Windows.

Como funciona a análise automatizada

O MDASH examina arquivos executáveis e elementos críticos do sistema operacional em busca de comportamentos que possam indicar vulnerabilidades.

Os resultados passam por diferentes etapas de validação, utilizando modelos especializados e mecanismos específicos para o Windows.

O objetivo é reduzir falsos positivos antes que os alertas sejam encaminhados aos engenheiros.

Mesmo com a automação, os profissionais continuam responsáveis por:

    • Revisar as vulnerabilidades identificadas;
    • Avaliar a gravidade;
    • Confirmar se existe risco real;
    • Desenvolver ou revisar as correções;
    • Testar possíveis impactos;
    • Aprovar o código antes da distribuição.
 

A inteligência artificial também pode sugerir correções e procurar falhas semelhantes em outras áreas do código.

Essa capacidade é relevante porque uma vulnerabilidade identificada em um componente pode indicar a existência do mesmo padrão inseguro em diferentes partes do sistema.

Atualizações mensais podem ficar maiores

A Microsoft informou que o aumento da descoberta de vulnerabilidades deverá refletir nas atualizações mensais conhecidas como Patch Tuesday.

Essas atualizações são tradicionalmente distribuídas na segunda terça-feira de cada mês.

Com mais falhas sendo identificadas, os pacotes podem incluir uma quantidade maior de correções.

Para as empresas, isso pode representar desafios adicionais:


    • Maior volume de atualizações para testar;
    • Necessidade de ampliar janelas de manutenção;
    • Possíveis incompatibilidades com sistemas antigos;
    • Maior pressão sobre equipes de infraestrutura;
    • Necessidade de automatizar a distribuição;
    • Mais atenção a estações e servidores fora do domínio;
    • Revisão de aplicações críticas antes da implantação.
 

Por outro lado, corrigir vulnerabilidades antes que elas sejam exploradas reduz a janela de oportunidade dos atacantes.

O desafio será encontrar equilíbrio entre velocidade, testes e continuidade operacional.

Inteligência artificial amplia a corrida entre defesa e ataque

A Microsoft reconheceu que a inteligência artificial também está sendo utilizada por agentes maliciosos.

Criminosos podem empregar modelos para:

    • Automatizar pesquisas sobre vulnerabilidades;
    • Analisar códigos e aplicações;
    • Criar campanhas de phishing;
    • Adaptar mensagens fraudulentas;
    • Desenvolver scripts;
    • Acelerar a preparação de ataques;
    • Produzir variações de malware;
    • Analisar informações roubadas.
 

Diante disso, a empresa está atualizando seu ciclo de desenvolvimento seguro para incorporar controles relacionados aos riscos da inteligência artificial.

A intenção é inserir análises automatizadas desde as etapas iniciais do desenvolvimento, evitando que determinadas falhas alcancem as versões finais dos produtos.

Como as organizações devem se preparar

Os acontecimentos da semana mostram que as empresas precisam acelerar seus processos de identificação, priorização e correção de riscos.

Entre as principais medidas estão:

    • Manter um inventário atualizado de ativos;
    • Identificar quais sistemas estão expostos à internet;
    • Aplicar correções conforme criticidade e exploração ativa;
    • Priorizar vulnerabilidades presentes no catálogo KEV;
    • Automatizar a distribuição de patches quando possível;
    • Testar atualizações em ambientes controlados;
    • Monitorar sistemas que não podem ser atualizados imediatamente;
    • Restringir interfaces administrativas;
    • Revisar logs de soluções críticas;
    • Implementar autenticação multifator;
    • Segmentar redes;
    • Treinar os colaboradores;
    • Criar políticas para uso de inteligência artificial;
    • Monitorar o compartilhamento de dados em plataformas públicas;
    • Testar planos de resposta e recuperação.

 

A gestão de vulnerabilidades também deve considerar o contexto do ativo.

Uma falha crítica em um sistema isolado pode apresentar um risco diferente da mesma vulnerabilidade em um equipamento exposto à internet, integrado a ambientes críticos ou utilizado por contas administrativas.

Conclusão

Os conteúdos desta semana demonstram que a segurança cibernética está sendo pressionada por dois movimentos simultâneos.

De um lado, grupos criminosos aumentam o volume das tentativas de ataque e passam a explorar vulnerabilidades poucos dias após a divulgação das correções. De outro, fabricantes, pesquisadores e órgãos governamentais utilizam inteligência artificial e automação para identificar falhas com maior velocidade.

Nesse cenário, a vantagem não pertence necessariamente à organização que possui mais ferramentas, mas àquela que consegue transformar informações técnicas em ações rápidas e coordenadas.

Não basta receber alertas sobre vulnerabilidades. É necessário conhecer os ativos afetados, avaliar sua exposição, definir responsáveis, aplicar as correções e verificar se houve tentativa de exploração antes da atualização.

O aumento dos ataques contra empresas brasileiras também demonstra que nenhuma organização deve considerar seu porte, setor ou localização como proteção suficiente. Varreduras automatizadas alcançam ambientes de diferentes tamanhos e procuram principalmente oportunidades técnicas, como sistemas desatualizados, credenciais expostas e serviços configurados de maneira inadequada.

Ao mesmo tempo, o uso corporativo da inteligência artificial precisa avançar de forma controlada. A tecnologia pode auxiliar na produtividade e na descoberta de vulnerabilidades, mas também pode provocar exposição de informações quando utilizada sem regras claras.

Fortalecer a gestão de vulnerabilidades, reduzir o tempo de aplicação de patches, monitorar ativos críticos e estabelecer uma governança adequada para inteligência artificial são medidas essenciais para enfrentar esse novo cenário.

Em um ambiente no qual atacantes e defensores utilizam cada vez mais automação, a velocidade de resposta, a visibilidade sobre os ativos e a maturidade dos processos passam a ser fatores decisivos para reduzir riscos e preservar a continuidade dos negócios.